Optai na Latbus 2026: tecnologia, parcerias internacionais e novos caminhos para a mobilidade urbana

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A mobilidade urbana está passando por uma transformação que envolve muito mais do que a adoção de novas tecnologias. Para que os sistemas de transporte evoluam, é necessário entender como diferentes soluções podem trabalhar em conjunto, responder às necessidades reais dos passageiros e complementar a estrutura que já existe.

Foi dentro dessa perspectiva que a Optai participou da Latbus 2026, realizada no São Paulo Expo, em São Paulo.

Com estande próprio, a Optai esteve presente ao lado de Liftango e Instant System, empresas cuja tecnologia a Optai distribui e integra com exclusividade no Brasil. Além da participação no salão de exposições, a empresa também esteve no Painel 3 — “Tecnologias (ITS) que melhoram a mobilidade urbana”, levando ao debate uma visão sobre os desafios de capacidade e conectividade no transporte público e o papel das novas tecnologias na construção de serviços mais eficientes e conectados.

Um estande dedicado à tecnologia aplicada à mobilidade

Durante o evento, o estande B21 reuniu as três marcas em um mesmo espaço.

Na testeira, a assinatura da Optai — “Mobilidade que evolui com você” — aparecia ao lado das marcas Liftango e Instant System, materializando a relação entre as empresas.

O espaço foi utilizado para demonstrações ao vivo das tecnologias, com público acompanhando as soluções apresentadas ao longo do evento.

Entre as demonstrações realizadas estavam o Portal de Operações, com mapa de rotas em tempo real e quadro de programação; a Plataforma MaaS, voltada à integração multimodal; o Transporte sob Demanda (DRT) integrado à rede de transporte público; soluções de mobilidade acessível, com planejamento e gestão de rotas para pessoas com necessidades especiais; e soluções para Transporte Escolar, também voltadas ao planejamento e à gestão de rotas.

O estande também contou com um totem da Liftango, com a proposta de levar “o transporte onde as pessoas estão”, apresentando uma plataforma que reúne Transporte Sob Demanda, Rota-Fixa e Carpool.

Na solução de rota fixa, estavam presentes recursos como rastreamento ao vivo, planejamento de jornada e otimização de rotas por inteligência artificial.

A Liftango apresenta sua tecnologia como uma forma de reinventar o ônibus de rota fixa em um sistema roteado dinamicamente, capaz de se redesenhar continuamente com base na demanda de passageiros em tempo real.

Liftango e Instant System: uma atuação exclusiva no Brasil

A presença conjunta das empresas no estande também reforçou uma característica importante da atuação da Optai.

A Optai é a distribuidora e integradora exclusiva no Brasil de toda a tecnologia da Liftango e da Instant System.

Isso significa que a atuação no mercado brasileiro não se limita ao encaminhamento de oportunidades comerciais.

A Optai responde integralmente pelo mercado brasileiro, incluindo a captação de clientes, implantação de projetos e processos de suporte.

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Liftango e Instant System não possuem operação própria no Brasil. Dessa forma, toda a atuação relacionada às tecnologias dessas empresas no mercado brasileiro passa pela estrutura da Optai.

A relação construída ao longo de vários anos também evidencia uma parceria cada vez mais sólida, que permite investimentos consistentes e contribui para a construção de uma reputação baseada em competência e respeitabilidade.

A participação conjunta na Latbus é uma dessas demonstrações.

Os quatro executivos das empresas parceiras estiveram em São Paulo

Um dos fatos de maior destaque da participação da Optai na Latbus 2026 foi a presença pessoal dos quatro executivos das empresas parceiras no estande B21.

Da Liftango, estiveram presentes Kevin Orr, CEO e cofundador, com base no Reino Unido, e Trystan Eeles, COO e cofundador, de Newcastle, na Austrália.

Da Instant System, participaram Yann Hervouet, CEO e cofundador, de Sophia Antipolis, na França, e Alexandre Chassaing, responsável por Sales Business Development, de Valbonne/Nice, na França.

A presença dos quatro executivos coloca no mesmo espaço profissionais ligados a dois continentes e três países, reforçando a dimensão internacional da parceria construída com a Optai no Brasil.

Kevin Orr e Trystan Eeles, da Liftango

Kevin Orr, CEO e cofundador da Liftango, é escocês, formado em Matemática Aplicada pela Universidade de Strathclyde, com pós-graduação em GIS e sensoriamento remoto.

Antes da Liftango, atuou como analista de dados no Royal Bank of Scotland e como gerente de Business Intelligence na Austrália.

Orr fundou a Liftango em 2017.

A empresa trabalha com a ideia de transformar o modelo tradicional de rota fixa em um sistema capaz de se adaptar continuamente à demanda dos passageiros.

A meta declarada pela empresa é evitar 1 gigatonelada de CO₂ na atmosfera.

Entre os clientes citados estão Qantas e Ikea, e a empresa atua em mais de 20 países, na Europa, Ásia, MENA e América do Norte.

Ao lado de Orr, esteve Trystan Eeles, COO e cofundador da Liftango.

Engenheiro mecânico pela Universidade de Bath, Eeles possui dez anos de experiência em consultoria de gestão, com atuação em Lean, Kaizen e melhoria contínua nos setores aeroespacial, ferroviário, manufatura e logística, em países como Austrália, Nova Zelândia, França e Reino Unido.

Antes da Liftango, foi Production Manager na UGL Rail, trabalhando com locomotivas e material rodante, além de ter atuado como consultor de eficiência energética.

Eeles também fala francês fluentemente.

Sua visão sobre o problema que a empresa busca enfrentar pode ser sintetizada em uma frase: “Existimos porque nossas ruas estão cheias de carros, mas não de pessoas.”

Yann Hervouet e Alexandre Chassaing, da Instant System

A Instant System esteve representada por Yann Hervouet, CEO e cofundador da empresa.

Hervouet fundou a Instant System em abril de 2013, em Sophia Antipolis, na França.

Engenheiro de informática pelo INSA de Lyon, antes de fundar a empresa foi Diretor Técnico na Sword, onde permaneceu por mais de dez anos, e também atuou na GFI Informatique como Delivery Manager PACA.

Ao lado dele esteve Alexandre Chassaing, integrante da Instant System desde julho de 2021.

Chassaing atua na área de Sales Business Development, levando as plataformas MaaS da empresa a operadores de transporte público e autoridades locais na França e no exterior.

Ele possui mestrado em International Business pela SKEMA Business School e é bilíngue em inglês e francês.

Capacidade e conectividade: dois desafios diferentes

Além das demonstrações realizadas no estande, a participação da Optai na Latbus 2026 também aconteceu no campo do debate.

No dia 13 de agosto de 2026, às 15h30, Humberto Maciel, Sócio Diretor da Optai, participou do Painel 3 — “Tecnologias (ITS) que melhoram a mobilidade urbana”, no LAT.BUS Oficina de Tecnologia.

A ementa do painel abordou tendências inovadoras em ITS no Brasil e no mundo, incluindo sistemas de planejamento, gestão e monitoramento, conectividade, inteligência artificial, big data e Internet das Coisas, além de como essas tecnologias podem contribuir para colocar as pessoas no centro dos serviços de transporte.

A discussão contou também com profissionais da Optibus, Transoft, Clever Devices, Consat Telematics, Goal System e Citatti.

Nesse ambiente, Humberto Maciel apresentou uma tese central sobre o transporte público: capacidade e conectividade são dois desafios diferentes e exigem respostas diferentes.

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O desafio da capacidade

Quando existe um volume concentrado e previsível de passageiros, o transporte de massa tradicional continua sendo uma resposta adequada.

Rotas fixas, pré-definidas, e veículos de grande capacidade conseguem atender justamente a situações em que a demanda está concentrada.

Nesse sentido, o desafio da capacidade está bem resolvido pelos modais de transporte de massa e pela estrutura tradicional de operação.

O problema aparece quando a questão deixa de ser simplesmente transportar grandes volumes e passa a ser conectar pessoas ao sistema.

O desafio da conectividade

A conectividade é mais complexa.

Uma rede formada por linhas fixas pode não alcançar todos os locais onde as pessoas estão ou não conseguir responder adequadamente a determinados perfis de demanda.

É nesse cenário que aparecem questões como o último quilômetro e as áreas de baixa densidade.

A necessidade passa a ser conectar as pessoas ao sistema de transporte, cobrir aquilo que a linha fixa não alcança e integrar diferentes modos em uma jornada mais conectada.

É justamente nesse ponto que entram o DRT e o MaaS.

O DRT, ou transporte sob demanda, permite trabalhar com um serviço que se adapta à demanda real.

Já o MaaS, ou Mobility as a Service, trabalha com a integração multimodal, conectando diferentes modos de transporte em uma jornada única.

Assim, a tecnologia não aparece como substituta do transporte de massa.

Ela atua como complemento.

Essa distinção é importante porque reconhece o papel que o transporte tradicional continua desempenhando ao mesmo tempo em que identifica onde novas soluções podem contribuir.

O papel da inteligência artificial no equilíbrio da operação

Outro ponto abordado por Humberto Maciel durante o painel foi o papel da inteligência artificial na análise e organização dos dados.

Todo serviço de transporte precisa lidar com três variáveis importantes:

  • Eficiência com custos reduzidos
  • Conforto na utilização do serviço e experiência do usuário
  • Flexibilidade nas rotas e serviços

O desafio está justamente em equilibrar essas três dimensões.

Ao priorizar custo e flexibilidade, por exemplo, o conforto e a experiência podem ser comprometidos.

Ao combinar experiência e custo, a flexibilidade tende a ser afetada.

Já quando flexibilidade e conforto são priorizados, os custos tendem a aumentar.

A inteligência artificial não elimina esse equilíbrio necessário.

Seu papel está em permitir uma análise mais precisa dos dados e ajudar a encontrar o chamado sweet spot, ou seja, o ponto de equilíbrio mais adequado para cada operação, território e perfil de demanda.

A tecnologia, portanto, não elimina o trade-off existente.

Ela permite calibrar melhor as decisões.

Essa visão também se relaciona diretamente com a atuação da Optai em análise de dados, incluindo trabalhos de modelagem de simulação, dimensionamento de frota e análise de nível de serviço.

Uma visão construída antes da Latbus

A discussão apresentada na Latbus 2026 não surgiu de forma isolada.

O mesmo enquadramento entre capacidade e conectividade já fazia parte do posicionamento apresentado por Humberto Maciel em junho de 2026, no deck “Digitalização do Transporte Público”.

Naquele material, a conectividade aparecia associada ao desafio do acesso, ao desafio não resolvido, ao último quilômetro e às áreas de baixa densidade.

A discussão apresentada na Latbus, portanto, dá continuidade a uma visão que já vinha sendo desenvolvida pela Optai.

O tema também encontra convergência nas teses apresentadas pelos fundadores das empresas parceiras.

A Liftango trabalha com a ideia de reinventar o ônibus de rota fixa por meio de um sistema que se adapta continuamente à demanda.

Trystan Eeles chama atenção para o fato de que as ruas estão cheias de carros, mas não de pessoas.

A Instant System trabalha com plataformas de MaaS voltadas à integração multimodal.

E a ementa do painel da Latbus propõe justamente colocar as pessoas no centro dos serviços de transporte.

São diferentes formas de abordar uma mesma questão: como utilizar tecnologia para construir uma mobilidade mais conectada às necessidades das pessoas.

Uma participação que reúne tecnologia e parceria

A presença da Optai na Latbus 2026 reuniu, portanto, diferentes dimensões da atuação da empresa.

No estande B21, tecnologias de Portal de Operações, MaaS, DRT, mobilidade acessível e transporte escolar foram apresentadas ao público por meio de demonstrações ao vivo.

Ao mesmo tempo, o espaço reuniu a Optai e as empresas cujas tecnologias são distribuídas e integradas com exclusividade no Brasil: Liftango e Instant System.

A presença dos quatro executivos das empresas parceiras reforçou a dimensão internacional dessa relação.

No palco, a Optai participou de uma discussão ao lado de empresas relevantes do setor de ITS, levando uma visão sobre capacidade, conectividade e o papel da inteligência artificial na análise dos dados de transporte.

Mais do que apresentar tecnologias, a participação na Latbus 2026 mostrou uma forma de enxergar a evolução da mobilidade: preservar aquilo que funciona, reconhecer os limites dos modelos existentes e utilizar novas ferramentas para complementar a rede onde os desafios são diferentes.

É nesse espaço entre o que o transporte já faz e aquilo que ainda precisa fazer que tecnologias como DRT, MaaS, inteligência artificial e sistemas de gestão ganham relevância.

E é também nesse espaço que a Optai vem construindo sua atuação no mercado brasileiro, em parceria com empresas internacionais e a partir de uma visão voltada à evolução da mobilidade.

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